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“Eu fiquei surpresa porque aconteceu de novo, dois anos consecutivos”, diz cuiabana que tirou 1000 na redação do Enem
A jovem Thaís Fonseca Lopes de Oliveira, de 18 anos, estudante do Colégio São Gonçalo em Cuiabá, foi uma das 53 pessoas em todo o país que conseguiram tirar 1000 na redação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) em 2017.
Publicado em: 19/01/2018 ás 14:04:00 Autor: Olhar Direto Fonte: Olhar Direto
Foto Por: Divulgação

O tema "Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil" pegou muitos estudantes de surpresa, mas Thais, que teve uma rotina focada em estudos durante o ano, conseguiu ficar calma e fazer a prova. Este foi o segundo ano que a jovem tirou nota máxima na redação.

 

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A jovem disse que ficou surpresa em saber que conseguiu a nota máxima na redação novamente, mas que estava confiante que se sairia bem.

 

“Eu fiquei surpresa porque aconteceu de novo, dois anos consecutivos, aí na hora liguei para minha mãe quando vi. Mas eu estava confiante, por causa da minha preparação ao longo de todo o ano, porque eu queria uma nota boa”, disse Thaís.

 

A jovem terminou o Ensino Médio em 2016 e no ano passado sua rotina era de cursos preparatórios e também estudos em casa, com o objetivo de tirar uma nota boa.

 

“Eu fazia cursinho no colégio São Gonçalo, de manhã e à tarde. À noite em alguns dias eu tinha um curso de exatas, e estudava em casa quando eu voltava. Ano passado eu passava mais tempo em casa e estudava mais, até exagerava um pouco, mas este ano eu dei uma reduzida, ficava mais tempo em sala de aula, em casa fazia umas 3 ou 4 horas”, contou.

 

Apesar de em 2016 também ter tirado 1000 na redação, a jovem conta que com sua média não conseguiu entrar para o curso de medicina, que é o que busca.

 

“Meu objetivo era uma nota alta mesmo, porque eu pretendo fazer um curso concorrido, no caso medicina, então precisava ter uma nota alta. Terminei o terceiro ano em 2016, e também tinha tirado 1000 na redação, mas com a minha média não consegui entrar no curso que eu queria”.

 

Apesar da intensa rotina de estudos, a jovem conta que conseguia tirar alguns momentos para relaxar ou aproveitar a família.

 

“É cansativo, mas o principal para mim que é minha família, minha religião, nada disso eu abri mão. Eu passeei pouco, mas o tempo que eu pude aproveitar com minha família em casa, com meu afilhado bebê, eu aproveitei. Eu estudei, mas eu soube conciliar. Para relaxar minha mãe e eu gostamos muito de cinema, filme, passear assim, visitar a minha avó. Só de sair de casa, ir comer fora, já relaxa”.

 

Thaís pretende cursar medicina na Universidade Federal de Mato Grosso ou em alguma outra faculdade no Centro-Oeste. Ela tem expectativas de conseguir, já que sua média em comparação ao Enem anterior melhorou.

 

“Eu quero tentar UFMT primeiramente, ou outras aqui no Centro-Oeste, não pretendo ir para outros lugares, mas vai depender do Sisu, da concorrência das vagas. Eu fico na expectativa de conseguir por aqui, mas depende da média. E eu evoluí, eu não quero falar minha média, mas eu melhorei. Uma matéria que eu tinha dificuldade era matemática e o curso de exatas que eu fiz ajudou muito”, contou.

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