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Ex-governador cita negócios com Tegivan e detalha compra de fazenda com propina
Silval conta que conheceu aliado em 1998 e que ambos foram sócios na Continental Comunicação
Publicado em: 05/12/2017 ás 13:56:00 Autor: RD News Fonte: RD News
Foto Por: Divulgação

O ex-governador Silval Barbosa admite ter usado R$ 1 milhão, de recursos oriundos de retornos que recebeu enquanto comandou o Estado, para comprar 30% de uma fazenda localizada em Poconé (a 102 km de Cuiabá), região do Pantanal, pertencentes a Tegivan Luiz de Morais, ex-secretário executivo da presidência da Assembleia e ex-secretário de finanças do Parlamento.

 

A revelação foi feita em um dos depoimentos que integram seu acordo de colaboração premiada, prestado em 9 de maio deste ano, na sede da Procuradoria da República em Mato Grosso, na Capital.

De acordo com o termo de declaração 16, no qual falou sobre empréstimos tomados perante Tegivan, entre 2000 a 2002 Silval adquiriu a fazenda denominada São Pedro - Fazenda Pantanal em sociedade com o ex-secretário, que ficou com 30% do imóvel e o delator com o restante. Contudo, a fazenda foi registra em nome do pai de Tegivan, João Moraes.

Silval diz ter comprado esses 30% por volta de junho de 2013, ao custo de R$ 1 milhão e “acredita que esse montante tenha origem dos retornos que recebeu enquanto ocupou o cargo de governador”. O ex-gestor também acredita que tenha passado a quantia em espécie.

A fazenda foi então registrada em nome de Wanderley Fachetti Torres, proprietário da Trimec, pois ele era avalista de João Carlos Simoni de um empréstimo no valor aproximado de R$ 30 milhões junto ao Banco Rural, em favor de Silval. “Que além desta área foi repassado ao Banco Rural o montante aproximado de R$ 18 milhões”.

Silval cita que, ainda assim, o banco permanece cobrando o valor total do empréstimo, em razão dos altos juros pelo atraso do pagamento.

Começo

Silval relata ter conhecido Tegivan em 1998, em Colíder (a 634 km de Cuiabá), quando ele passou a trabalhar em uma emissora de televisão do ex-governador.

Posteriormente, quando Silval assumiu como deputado estadual, Tegivan começou a trabalhar com ele na Assembleia a partir de 2000, exercendo funções no setor de comunicação. De 2003 a 2004, Tegivan trabalhou no departamento financeiro do Legislativo, pois Silval foi eleito como primeiro secretário do Parlamento. O delator conta que Tegivan era uma pessoa de sua confiança, com o qual manteve relações comerciais.

Em 2000, eles foram sócios na constituição de uma empresa chamada Continental Comunicação, cujo objetivo era participar de concorrências públicas no Ministério da Comunicação, tendo se sagrado vencedora da concessão do uso de transmissão de três a quatro localidades no Estado. “Sendo que tal empresa estava em nome de Tegivan, porém o declarante detinha 50% de forma oculta de tal empresa nessa época”, acrescenta Silval.

O ex-governador afirma que, em determinada ocasião, repassou esses 50% para seu filho, o médico Rodrigo Barbosa, de modo que o irmão de Silval, Antônio da Cunha Barbosa, adquiriu a parte de Tergivan, estando a empresa em processo de regularização.

 

Ararath

Tegivan já foi citado pelo delator da Operação Ararath, Júnior Mendonça, como um dos elos com Silval nas negociações para a liberação e pagamento de empréstimos. Entre as transações supostamente acompanhadas por Tergivan está uma referente a uma nota de R$ 702 mil entregue por Mendonça durante oitiva na sede do Ministério Público Federal, na qual consta a assinatura de Silval.

Conforme o agiota, o ex-governador teria feito um empréstimo junto a Fernando Garutti, por intermédio de Tegivan e, como garantia, Júnior Mendonça assinou como emitente e o peemedebista como avalista.

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