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Governador admite que empresa utilizada para desviar milhões continua operando no Detran
Governador pede para que controlador-geral do Estado acione a direção da autarquia de trânsito
Publicado em: 15/05/2018 ás 14:12:00 Autor: Muvuca Popular Fonte: Muvuca Popular
Foto Por: Divulgação

O governador Pedro Taques (PSDB) declarou que quer saber o “porquê” de o contrato entre a EIG Mercados Ltda. e o Departamento Estadual de Trânsito (Detran-MT) ainda não ter sofrido intervenção governamental. Ele cobra explicações por parte da direção da autarquia.

 

Em entrevista coletiva à imprensa nesta segunda-feira (14), Taques detalhou que vai acionar o controlador-geral do Estado (CGE), Ciro Rodolpho, que entrará em contato direto com o Detran:

 

“Eu também quero saber. Tanto que já determinei ao controlador-geral que tome as providências, inclusive criminais, de o porquê o Detran não tomou as providências. Eu tenho esse documento, quero saber exatamente isso, porque o decreto precisa ser cumprido e o Detran vai ter que responder isso e mostrar para todo mundo”, ressaltou o gestor.

 

A intervenção foi decretada no início do mês passado, por meio de publicação no Diário Oficial do Estado.

 

A medida surgiu por causa das delações premiadas do ex-presidente do Detran Teodoro Lopes, o Doia, e também do ex-governador do Estado Silval Barbosa. Eles apontaram um grande esquema na autarquia que de acordo com as investigações desviou cerca de R$ 30 milhões dos cofres públicos. Esse valor é o que foi apurado até o momento, podendo a quantia aumentar.

 

Segundo os delatores, os recursos eram desviados por meio da EIG Mercados, que é responsável pelos serviços de alienação veicular no Detran. Dentre outras coisas, a grana servia para o pagamento de propinas a políticos e quitar dívidas de campanhas.

 

Segundo o Ministério Público (MPE), que investiga o caso, o esquema começou no governo anterior e permaneceu no governo Taques. Entre os principais líderes do esquema, segundo o MPE, estão o deputado estadual Mauro Savi (DEM), atualmente preso; e o ex-chefe da Casa Civil e primo do governador Taques, Paulo Taques, que também está preso.

 

SOBRE O DECRETO

 

O decreto tinha como objetivo interromper a continuação de qualquer dano ao erário público. Nessa perspectiva, o Estado assumiria os serviços de alienação veicular, que eram prestados pela EIG.

 

Nessa perspectiva a empresa não receberia valor de nenhuma taxa de serviço realizada pela população no Detran. Paralelo a isso, a CGE conduzirá o processo de investigação contra a EIG e a Santos Treinamentos – outra empresa acusada de participação no esquema.

 

Outro fato que chama atenção é que Taques, quando era senador, em 2012, tinha conhecimento do esquema de propina no Detran. Na oportunidade, ele encaminhou a denúncia para ser investigada pelo Ministério Público.

 

No entanto, quando chegou ao governo, em 2015, manteve o contrato com EIG mercado mesmo sabendo do esquema de corrupção.

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