Fonte: Repórter MT
Escrito por: Repórter MT
Justiça Militar condena cabo da PM a 20 anos pela morte de Scheifer
Scheifer foi morto no dia 13 de maio de 2017 em meio a uma perseguição a criminosos do “Novo Cangaço”, no Distrito de União do Norte, em Peixoto de Azevedo.
Scheifer foi morto no dia 13 de maio de 2017 em meio a uma perseguição a criminosos do “Novo Cangaço”, no Distrito de União do Norte, em Peixoto de Azevedo.
Por maioria dos votos, a Justiça Militar condenou, em julgamento na noite desta quinta-feira (24), o cabo da Polícia Militar Lucélio Gomes Jacinto a uma pena de 20 anos de reclusão, em regime fechado, pelo assassinato do colega de farda, o tenente Carlos Henrique Scheifer, em 2017.
Scheifer integrava o Batalhão de Operações Especiais (Bope) e foi morto no dia 13 de maio de 2017, em meio a uma perseguição a criminosos do “Novo Cangaço”, no Distrito de União do Norte, em Peixoto de Azevedo.
A decisão foi proferida pelo juiz da 11ª Vara Criminal, Marcos Faleiros, que comandou a audiência.
Durante o julgamento, o Conselho Permanente acatou a manifestação do Ministério Público Estadual (MPE) e absolveu o sargento Joailton Lopes de Amorim e o soldado Werney Cavalcante Jovino.
“O Conselho permanente da Justiça Militar, por maioria, julgou parcialmente procedente o pedido de absolvição dos réus Joailton e Werney. (...) Bem como, para condenar o cabo Jacinto, fixando a pena privativa de liberdade de 20 anos de reclusão, a ser cumprida inicialmente em regime fechado. (...)”, diz trecho da decisão.
O Conselho Permanente foi composto pelo tenente coronel da Polícia Militar Alex Fontes Meira e Silva, Capitão do Corpo de Bombeiros Lucas Souza Chermont, 1° tenente da PM Thallita Kelen Fonseca Castrillon e 1° tenente da PM Thiago Ignacio Cardoso da Silva.
Relembre o caso
Em 2017, o militar participava das buscas a ladrões de banco, quando foi morto com um tiro no abdômen. Na época, os integrantes da equipe de Scheifer alegaram que o tenente teria sido morto por um integrante do bando de criminosos, em confronto na região de mata.
No entanto, após investigações, foi comprovado que o tiro que matou o policial saiu do fuzil de Lucélio Gomes Jacinto.
Os três integrantes da equipe, acusados de estarem envolvidos no crime, foram presos, mas algum tempo depois foram liberados.
Em julho de 2021, o Ministério Público Estadual (MPE) protocolou petição afirmando que não existem elementos comprobatórios acerca da suposta conduta criminosa do sargento Joailton Lopes de Amorim e do soldado Werney Cavalcante Jovino. Com isso, o órgão pediu a absolvição dos réus.