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Cidade 26/11/2020 às 09:14

Fonte: Assessoria

Escrito por: Assessoria

Legalização do garimpo garante sustentabilidade e geração de emprego e renda

A equipe técnica, acompanhada da presidente, esteve, in loco, onde foram entregues mudas de diversas árvores da flora local,

Luiz Gallo enfatiza que o garimpo é uma atividade secular e que no Brasil existe desde a chegada dos Portugueses,


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A COOGAVAEPE deu início ao seu processo de constituição, visando a legalização da atividade garimpeira no município de Peixoto de Azevedo e região, no limiar do ano de 2007 e hoje os garimpeiros colhem os frutos deste trabalho.

 

A busca pela legalização de áreas de garimpo, para que os trabalhadores deste setor pudessem, de forma organizada e cooperativados, ter legalidade e segurança para trabalhar com tranquilidade e com seu garimpo documentado, se deu graças a iniciativa de alguns homens de coragem, que resolveram se unir e criarem a COOGAVEPE.

 

Luiz Gallo, um dos fundadores, que continua na atividade até hoje, é proprietário de uma área de garimpo, disse que desde que se iniciou o processo, a COOGAVEPE tem dado todo o apoio ao cooperado no sentido de documentar sua área, requerendo junto ao Departamento Nacional de Proteção Mineral – DNPM, hoje Agência Nacional de Mineração – ANM, vários subsolos, o que possibilitou aos cooperados legalizar as áreas com as devidas licenças para exercer a atividade de mineração do ouro, passando a gerar renda para o garimpeiro, que movimenta o comércio local e regional, e para o município, através da comercialização legal que gera tributos para o desenvolvimento econômico dos municípios que compõem o Vale do Rio Peixoto.

 

Com a regularização, os garimpeiros passaram a trabalhar de forma sustentável, sendo feito a recuperação com o reflorestamento da área que pode então ser novamente utilizada para práticas agrícolas, como plantio soja, milho e outros, e pecuária, na formação de pastagens  para bovinocultura.

 

Luiz Gallo enfatiza que o garimpo é uma atividade secular e que no Brasil existe desde a chegada dos Portugueses, que vieram para estas terras com o objetivo que extrair minérios em todas as suas formas, mas principalmente o ouro e levar para Portugal. Ele aponta ainda que esta é uma atividade que não vai deixar de existir e que é preciso estar acompanhando a modernização do trabalho, não só do garimpo em si, mas também das partes ambientais que hoje é uma das principais bandeiras da cooperativa e é uma responsabilidade de todos.

 

Gallo avalia que a COOGAVEPE, desde sua implantação, mudou todo o conceito de como trabalhar no garimpo. Hoje ela atua no apoio ao cooperado oferecendo a ele todos os serviços necessários, com uma equipe técnica altamente qualificada, que atua na área ambiental, geológica e administrativa, pronta para atender a quem necessitar dos serviços oferecidos pela Cooperativa.

 

A presidente da COOGAVEPE, Solange Barbosa, disse que a atual gestão tem atuado de forma constante na questão de recuperação de áreas, realizando visitas nos garimpos, orientando os garimpeiros, principalmente na questão da recuperação dos passivos ambientais, para que eles possam entender essa nova realidade que se vive na região do Peixoto de Azevedo, que não basta apenas extrair o minério, mas que se devem dar resultados na recuperação das áreas, dando a ela uma nova vocação para que o município continue prosperando com essa que é a grande atividade econômica do município e região. Solange destaca ainda que a recuperação ambiental se faz extremamente necessária para que se possa demonstrar aos órgãos de fiscalização ambiental que a Cooperativa está realizando o seu trabalho de uma forma geral, não só mantendo a extração do minério e a sustentabilidade econômica, mas também cuidando da área ambiental que é muito importante até mesmo no equilíbrio do clima da região.

 

Solange ressaltou ainda que a recuperação das áreas é de suma importância, uma vez que a Secretaria de Estado de Meio Ambiente – SEMA, cobra este serviço através de leis. A recuperação ambiental facilita até mesmo na renovação da licença, para dar continuidade do trabalho na área de garimpo.

 

Destaca ainda que recuperação ambiental e extração mineral hoje precisam andar juntas e que é preciso mudar o conceito ultrapassado, aquela velha cultura de que só se vai extrair o minério e deixar as cavas a céu aberto, ou seja, o passivo ambiental. A presidente acredita que os cooperados vão entender esse novo tempo e que é algo que é preciso e que já está sendo feito, fato este comprovado em visita na área do cooperado Luiz Gallo onde mais uma recuperação está em andamento.

 

A equipe técnica, acompanhada da presidente, esteve, in loco, onde foram entregues mudas de diversas árvores da flora local, para serem plantadas, em área já nivelada, e pronta para iniciar o reflorestamento.     



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