Fonte: Jesivaldo Aragão
Escrito por: Jesivaldo Aragão
Punhos serrados
O dia de hoje 20 de novembro nada mais é, senão um dia para nós negros, fazermos uma reflexão do passado e ver como nada mudou.
Quando travamos lutas por liberdade dos cativos, um grito surgiu da porta da senzala. Era mais um irmão chicoteado, amarrado ao tronco, semi nu para que o chicote cortasse sua carne como exemplo a outros cativos. Quando cansados ou doentes não tinham mais forças para trabalhar aos seus senhores e carrascos.
Então fugimos buscando liberdade, mesmo que a liberdade fosse a morte.
Quilombos foram criados. Hoje favelas, guetos e periferias.
Só trocaram o senhor dos escravos. O chicote ainda é o mesmo e a senzala, a nova sela, o quilombo nossa comunidade.
Os feitores são políticos, capitães do mato continuam sendo os próprios irmãos de cor e senzala.
A busca pelo escravo hoje não é mais Porto de Galinhas e sim nas periferias, e quem arrebanha chama-se cabos eleitorais e como mulher de bandido brasileiro sempre escolhe para o governo aquele que mais vai ser chicoteado.
O dia de hoje 20 de novembro nada mais é, senão um dia para nós negros, fazermos uma reflexão do passado e ver como nada mudou. Não se vendem mais escravos e sim votos.
Tenhamos um excelente dia da consciência negra.