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Estado 02/07/2020 às 09:01

Fonte: Olhar Direto

Escrito por: Olhar Direto

O estudo compreende o período de 14 de março a 27 de junho de 2020

Tempo médio de internação para quem recebe alta ou morre de coronavírus é de quase oito dias

Levantamento que consta no Informe Epidemiológico sobre a Covid-19, publicado semanalmente pela Secretaria de Saúde de Cuiabá

mostra que o tempo médio de internação para quem recebe alta ou morre vítima do coronavírus na Capital é de quase oito dias.


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O estudo compreende o período de 14 de março a 27 de junho de 2020

Levantamento que consta no Informe Epidemiológico sobre a Covid-19, publicado semanalmente pela Secretaria de Saúde de Cuiabá, com apoio de pesquisadores da Universidade Federal de Mato Grosso, mostra que o tempo médio de internação para quem recebe alta ou morre vítima do coronavírus na Capital é de quase oito dias. O estudo compreende o período de 14 de março a 27 de junho de 2020.

Desde 1º de abril, 668 casos da Covid-19 residentes em Cuiabá estiveram internados, sendo 41% em hospitais públicos. Cabe ressaltar que 307 (46%) leitos não eram pactuados pelo SUS para o atendimento a pacientes com a doença.
 
A taxa de permanência hospitalar entre aqueles que já receberam alta ou foram a óbito foi de 7,8 dias, com tempo mínimo de um dia e máximo de 41; contudo, entre aqueles que ainda permaneciam internados no dia 27 de junho, a taxa é de 12,1 dias, tendo indivíduos que estavam há 48 dias internados nesta data.
 
UTIs foram ocupadas por 41,6% dos pacientes internados, revelando alta ocupação desse tipo de leito. Contudo, no momento da internação 46,6% precisaram de cuidados intensivos, tendo ocorrido melhora posteriormente e transferidos para enfermarias.
 
Fizeram uso de ventilação 172 indivíduos, sendo que à internação somente 97 necessitaram desse procedimento.
 
Pouco mais da metade dos indivíduos internados era do sexo masculino (51,0%) e entre as mulheres (327), 25 estavam gestantes. A média de idade foi de 53,1 anos; cerca de 57% tinham 50 anos ou mais, tendo os idosos representado 35,0% das internações e crianças/adolescentes somente 1,2%. Entre os pacientes internados, 8,5% (57) eram profissionais de saúde, sendo 54,4% da área de enfermagem e 24,6% médicos.
 
Comorbidades foram referidas por 53% dos indivíduos internados, sendo as mais frequentes hipertensão (249), cardiopatia (97), diabetes mellitus (138), pneumopatia (40), doença renal crônica (40) e neoplasia (17).



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