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Estado 12/05/2021 às 15:27

Fonte: R7

Escrito por: R7

Ter pego dengue aumenta chance de covid sintomática, diz estudo

Indivíduos que já tiveram dengue anteriormente correm um risco duas vezes maior de desenvolver sintomas da covid-19 caso sejam infectados pelo coronavírus.


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Foto Por: Portal Sorriso/Arquivo/Ilustrativa

Pesquisadores da USP buscavam saber se poderia haver proteção cruzada das doenças, mas descobriram o contrário

 

Indivíduos que já tiveram dengue anteriormente correm um risco duas vezes maior de desenvolver sintomas da covid-19 caso sejam infectados pelo coronavírus. A conclusão é de um estudo conduzido por pesquisadores do ICB-USP (Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo), publicado recentemente na revista Clinical Infectious Diseases.

 

Durante o estudo, o grupo analisou amostras de sangue de 1.285 moradores da cidade de Mâncio Lima, no Acre. Deste total, 37% haviam sido diagnosticados com dengue entre setembro e outubro de 2019.

 

No ano seguinte, 35,2% apresentavam anticorpos desenvolvidos a partir do contato com o vírus causador da covid-19, sendo que 57,1% relataram sintomas durante a infecção.

 

Os pesquisadores buscavam, inicialmente, descobrir se a infecção prévia pelo vírus da dengue poderia garantir à população algum grau de proteção cruzada em relação ao coronavírus. Mas os resultados foram justamente o oposto.

 

"Ao contrário da hipótese de proteção cruzada, a infecção prévia por DENV [vírus da dengue] foi associada a duas vezes o risco de covid-19 clinicamente aparente após infecção por SARS-CoV-2", anotam os autores.

 

O coordenador da pesquisa, Marcelo Urbano Ferreira, destacou a ocorrência de epidemias de dengue e covid-19 ao mesmo tempo em algumas localidades do Brasil.

 

"Esses dados sugerem haver uma interação entre as epidemias de dengue e covid-19, uma agravando a outra, algo que se convencionou chamar de sindemia. Ambas afetam os setores mais vulneráveis da população", declarou em comunicado.

 

O Acre, especificamente, teve aumento de quase 300% das notificações de casos suspeitos de dengue entre janeiro e março deste ano, na comparação com o mesmo período de 2020.

 

Da mesma forma, o estado também foi afetado pela segunda onda da covid-19, com um pico superior a 1.000 novos casos por dia em meados de março.



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