Fonte: Assessoria De Imprensa
Escrito por: Assessoria De Imprensa
Apontado como chefe do CV teria separado R$ 200 mil para ataques contra policiais em MT; TJ mantém prisão
O julgamento ocorreu em 25 de setembro e teve como relator o desembargador Antônio Horácio da Silva Neto.
Apontado nas investigações como uma das lideranças do Comando Vermelho em Mato Grosso, Reginaldo da Silva Pereira, conhecido como “Fumim”, teve a prisão preventiva mantida pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) em uma investigação que revela um suposto plano para financiar ataques contra policiais na região de Primavera do Leste.
O ponto mais grave revelado no processo é o montante que teria sido colocado à disposição da ação criminosa. Segundo os elementos apresentados à Justiça, seriam R$ 200 mil, divididos entre a estrutura necessária para viabilizar os ataques e o pagamento das pessoas encarregadas da execução.
A Segunda Câmara Criminal do TJMT analisou um habeas corpus apresentado pela defesa e decidiu, por unanimidade, manter a prisão preventiva. O julgamento ocorreu em 25 de setembro e teve como relator o desembargador Antônio Horácio da Silva Neto.
De acordo com a investigação citada no processo, Fumim teria aderido ao plano por meio da disponibilização ou da promessa de disponibilização de recursos financeiros.
Dos R$ 200 mil mencionados na apuração, R$ 100 mil seriam destinados à estrutura necessária para a ação criminosa e outros R$ 100 mil seriam reservados à remuneração dos responsáveis pela execução dos ataques.
O dinheiro, conforme os elementos levados ao Judiciário, seria utilizado para aquisição dos meios necessários, organização da operação e pagamento daqueles que executariam materialmente os atentados contra integrantes das forças de segurança.
A defesa tentou derrubar a prisão alegando, entre outros pontos, que as suspeitas estariam relacionadas a atos preparatórios e que os supostos atentados não chegaram a ser executados.
O argumento não foi acolhido pelo Tribunal.
Ao votar pela manutenção da prisão, o relator considerou a gravidade concreta das circunstâncias apresentadas na investigação e ressaltou que, em determinadas situações envolvendo organizações criminosas e ataques contra agentes públicos, a responsabilização não depende necessariamente da efetiva concretização da violência planejada.
A decisão mantém Fumim preventivamente preso enquanto o processo prossegue.
Apesar da gravidade das suspeitas e dos elementos apresentados ao Tribunal, Reginaldo da Silva Pereira ainda não foi condenado pelos fatos. As acusações relacionadas ao financiamento dos ataques permanecem sob apuração e deverão ser submetidas ao contraditório durante o andamento do processo.