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Polícia 25/04/2026 às 09:30

Fonte: Nortão online

Escrito por: Nortão online

"Morreu sem saber o que tinha": Família denuncia negligência na UPA de Sorriso após paciente ir 3 vezes à unidade

Familiares apontam negligência no atendimento médico na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Central de Sorriso (397 km de Cuiabá) após a morte de Jaires Carvalho dos Santos, de 40 anos, na segunda-feira (20).


Familiares apontam negligência no atendimento médico na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Central de Sorriso (397 km de Cuiabá) após a morte de Jaires Carvalho dos Santos, de 40 anos, na segunda-feira (20). A mulher, que havia feito uma cirurgia bariátrica há sete meses, procurou atendimento três vezes na unidade com queixas de fortes dores na região abdominal, mas não passou por exames para avaliação do quadro e acabou falecendo.

 

O Reporter MT entrevistou um familiar de Jaires que preferiu não se identificar. À reportagem, ele contou que ela começou a sentir dores ainda na sexta-feira (17), quando sua patroa acionou o Serviço de Atendimento Móvel (Samu) para levá-la até a UPA. No local, ela aguardou por pelo menos uma hora enquanto gritava de dor. Foi medicada e, em seguida, recebeu alta.

 

A mulher retornou à unidade no sábado, quando o mesmo procedimento foi repetido. No domingo, novamente com fortes dores e sem conseguir ir ao banheiro, familiares a levaram outra vez à UPA, desta vez optando pela unidade situada na Zona Leste.

 

“Ao chegar lá, a pressão dela já estava muito baixa. Ela foi encaminhada para a UPA central, lá não foi feita novamente nenhuma ultrasson. Eu sei que lá não tem aparelho de ultrasson, mas se eles tivessem pedido, nós tínhamos feito particular. A minha tia morreu sem saber o que ela tinha na barriga, depois, pelo atestado de óbito, não dá para entender muito bem o que minha tia tinha”, contou.

 

Ao dar entrada na unidade por volta das 22h, Jaires não voltou mais para casa e morreu na segunda-feira após sofrer cinco paradas cardíacas. O familiar questiona o fato de que, em nenhuma das vezes em que a mulher foi atendida, algum parente pôde permanecer com ela. Também aponta que, caso a unidade não dispusesse de equipamentos para exames, a família poderia ter custeado o procedimento na rede particular, no entnado isso não foi solicitado pela equipe médica.

 

"Eu sei que lá não tem aparelho de ultrasson, mas se eles tivessem pedido, nós tínhamos feito particular. A minha tia morreu sem saber o que ela tinha na barriga, depois, pelo atestado de óbito, não dá para entender muito bem o que ela tinha. Por que eles não fizeram um exame nela sabendo que ela era bariátrica? Que algo na cirurgia podia ter rompido ou algo do tipo. Essa é a nossa indignação. Não foi feito um exame para saber o que ela tinha. Se eles tivessem feito um exame ainda na sexta-feira, talvez ela não teria morrido”, acrescentou.

 

No atestado de óbito, a causa da morte foi apontada como insuficiência respiratória aguda, sepse de foco abdominal e peritonite aguda. A cirurgia bariátrica foi realizada pelo Sistema Único de Saúde (SUS), no Hospital 13 de Maio. O corpo foi sepultado na terça-feira (21).



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