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Polícia 30/06/2026 às 08:08

Fonte: Assessoria De Imprensa

Escrito por: Assessoria De Imprensa

Operação federal chega a 90 dias com destruição de bunkers e equipamentos de garimpo em MT

Em balanço divulgado hoje, foi detalhado que as equipes da FNSP, do Ibama, da Polícia Rodoviária Federal, da Polícia Federal e da Funai identificaram e destruíram, até o momento, 35 bunkers.


A operação de desintrusão na Terra Indígena Sararé, que se estende por áreas dos municípios de Conquista D’Oeste, Nova Lacerda e Vila Bela da Santíssima Trindade, promovida pelo Governo do Brasil, ultrapassou 90 dias e segue focada em incursões de inteligência que impeçam o retorno de garimpeiros e a consequente exploração ilegal de ouro dentro do território. Em balanço divulgado hoje, foi detalhado que as equipes da FNSP, do Ibama, da Polícia Rodoviária Federal, da Polícia Federal e da Funai identificaram e destruíram, até o momento, 35 bunkers.

 

Ao mesmo tempo, 33 túneis foram identificados, e a Polícia Federal está realizando a destruição dessas escavações subterrâneas usadas para a extração do mineral. A camuflagem de equipamentos e da atividade garimpeira está sendo desarticulada com a identificação e inutilização de túneis subterrâneos construídos para explorar ouro, burlando as fiscalizações, e de bunkers abertos para esconder equipamentos em um eventual retorno ao território.

 

“O trabalho é realizado pelo grupo especializado em bombas e explosivos da Polícia Federal. Inicia-se com a inspeção de segurança dos túneis e a perfuração do solo para a implantação dos explosivos, a fim de provocar o colapso dos túneis. É uma fase importante da operação, pois visa impedir o retorno dos garimpeiros ilegais”, explicou o delegado da PF, Rodrigo Vitorino.

 

Segundo o balanço, a megaoperação já causou um prejuízo de mais de R$ 100 milhões aos criminosos, com a inutilização e apreensão de 3,8 toneladas de explosivos, a destruição de 199 acampamentos, 829 motores de garimpo, 34 escavadeiras hidráulicas, entre outros itens que compõem o total do prejuízo imposto.

 

A Terra Indígena abriga uma população de 201 indígenas do povo Nambikwara, distribuídos em sete aldeias. Sua extensão abrange uma área de 67 mil hectares, dos quais 4.200 hectares foram atingidos pela atividade garimpeira. O território foi homologado em 1985 e, nos últimos anos, tem enfrentado conflitos decorrentes da exploração ilegal de ouro.

 

Ações federais no território já causaram prejuízo de mais de R$ 100 milhões aos garimpeiros ilegaisA operação segue com um novo fluxo, de acordo com a avaliação do coordenador-geral da desintrusão, Nilton Tubino. “Ao mesmo tempo em que novas incursões em áreas de garimpo acontecem, estamos impossibilitando o retorno às áreas já mapeadas, com a completa inutilização da infraestrutura criminosa montada, a exemplo da destruição dos túneis, dos bunkers , das máquinas pesadas e de todo o aparato que os garimpeiros ilegais trouxeram para dentro do território”, afirmou Tubino.



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