Fonte: Pauta Livre
Escrito por: Pauta Livre
Réus são absolvidos após dois anos presos por falta de provas em caso de homicídio no Norte do Estado
Réus são absolvidos após dois anos presos por falta de provas em caso de homicídio no Norte do Estado
Após passarem mais de dois anos preso preventivamente, a Vara Única de Matupá decidiu levar a julgamento pelo Tribunal do Júri, ontem, os réus Alessandra Barros Machado e Eduardo Xisto de Souza Lima, que foram acusados de envolvimento no homicídio qualificado de Mayco Pereira de Lima. A decisão foi proferida pelo juiz substituto Marcelo Ferreira Botelho, que também determinou a impronúncia de Gabriel Momolli de Moraes por falta de provas.
Na sentença, o magistrado destacou que, durante a instrução processual, não foram apresentadas provas suficientes para comprovar a participação de Eduardo Xisto no crime, e que as suspeitas contra ele se baseavam apenas em alegações frágeis e testemunhos contraditórios.
O advogado de defesa de Eduardo, Marcus Augusto Giraldi Macedo, celebrou a absolvição de seu cliente, destacando a injustiça enfrentada por Gabriel durante o processo: “Fizemos justiça. O réu ficou preso por mais de dois anos, acusado de um crime que não cometeu, apenas por boatos e por mentiras. Mentiras repetidas por diversas testemunhas, todas fundadas em uma testemunha que inventou a mentira e causou todo esse transtorno.
Macedo destacou ainda que ficou demostrado no processo que “não só com as contradições dessa testemunha durante a audiência — que voltou atrás em tudo que havia dito —, mas também com provas técnicas, que ele não estava no local na hora do crime. E isso com base em relatórios da própria polícia. Então, ontem a população de Matupá fez justiça através do Conselho de Sentença dos Jurados e nós ficamos realmente muito satisfeitos com esse resultado. Tanto que o Ministério Público também aceitou o resultado e já declinou que não vai recorrer deste julgamento.”
O CRIME
Mayco Pereira de Lima foi morto com um disparo à queima-roupa enquanto jantava em um restaurante local da cidade em 2022 e chocou a população local pela forma como foi executado: a vítima foi surpreendida pelas costas e alvejada com um disparo de arma de fogo, que atingiu órgãos vitais e provocou sua morte imediata. O ataque foi registrado por câmeras de segurança (ASSISTA) e, segundo o inquérito, as imagens ajudaram a identificar supostamente autor do disparo como sendo Eduardo Xisto, que acabou sendo preso na época.