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Polícia 10/04/2026 às 15:41

Fonte: Portal sorriso

Escrito por: Portal sorriso

Suspeito confessa morte de jovem em Sinop e atribui crime ao uso de drogas

Investigação aponta discussão sob efeito de entorpecentes; polícia apura se caso será tratado como feminicídio


A prisão de Rafael Pendloski Torres, de 20 anos, trouxe novos desdobramentos ao assassinato de Raíssa Pereira da Silva, ocorrido na última quinta-feira (9), em uma residência no bairro Jardim Primavera, em Sinop (MT). Detido pela Força Tática da Polícia Militar nesta sexta-feira (10), o suspeito confessou o crime e alegou que a violência ocorreu após uma discussão sob efeito de álcool e drogas.

 

Durante entrevista aos policiais, Rafael afirmou que ele e a vítima haviam consumido entorpecentes e bebidas alcoólicas antes do crime. Em relato desconexo, disse que ambos estavam “alterados” e que a discussão evoluiu para agressão física. O suspeito ainda declarou que não teve a intenção de matar, atribuindo suas ações ao estado de consciência comprometido pelo uso de substâncias.

 

De acordo com as investigações, imagens de câmeras de segurança mostram o momento em que Raíssa recebe o suspeito em casa. Minutos depois, os dois entram em um quarto  local onde a jovem foi encontrada morta, com sinais de asfixia. O corpo estava sobre a cama, parcialmente despido.

 

Após o crime, Rafael fugiu e se escondeu em um imóvel no residencial Vila Verde, onde foi localizado após trabalho de inteligência da Polícia Militar. Durante a prisão, os policiais apreenderam uma arma de fogo indicada pelo próprio suspeito. Segundo a corporação, ele não demonstrava intenção de se entregar, sendo necessária negociação com familiares e defesa.

 

A polícia aponta que o suspeito já possui passagem anterior por roubo. A principal linha de investigação considera que o crime ocorreu após uma discussão, possivelmente ligada ao consumo de drogas. Há ainda apuração sobre a relação entre vítima e suspeito.

 

O caso segue sob responsabilidade da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), que trabalha na coleta de provas e na formalização do inquérito. A tipificação do crime  se homicídio ou feminicídio — será definida ao final das investigações.



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