Fonte: Nortão Online
Escrito por: Nortão Online
TERRA NOVA DO NORTE: Júri de Bruna Felski é suspenso após defesa denunciar parcialidade de jurados
Júri de Bruna Felski é suspenso após defesa denunciar parcialidade de jurados
O julgamento marcado para esta quarta-feira contra Bruna Felski, ré acusada de matar a tiros pai e filho, na zona rural de Terra Nova do Norte, não foi realizado. A defesa, representada pelo advogado Silvio Eduardo Polidório, recusou-se a dar continuidade ao júri diante de indícios de parcialidade de parte dos jurados.
Segundo a defesa, embora tudo estivesse preparado para o julgamento e houvesse expectativa de provar a inocência da ré, uma declaração disparada por um dos jurados, de que “já teriam 10 jurados juntos com a família da vítima”, levantou sérios questionamentos. Duas mulheres sorteadas para compor o júri admitiram, somente após advertência do juiz, pertencer à família da vítima.
Diante desse contexto de possível contaminação e ausência de imparcialidade, a defesa entendeu que não haveria condições de garantir um julgamento justo. O advogado informou que vai levar os fatos e outros pontos que estão sendo investigados — ao Judiciário, visando a apuração e adoção das providências cabíveis. “Um julgamento imparcial é direito de todos”, declarou, ao site Nortão Online.
Relembre o caso
O crime aconteceu em outubro de 2022, numa propriedade rural da comunidade Sede Velha, em Terra Nova do Norte. Conforme denúncia aceita pela Justiça, Bruna Felski é acusada de matar a tiros Genuir de Barros, 67 anos, e Marcelo de Barros, 37 anos — respectivamente pai e irmão de uma mulher apontada como amante de seu marido.
De acordo com a acusação, motivada por ciúmes, Bruna teria ido até a residência da suposta amante para “tirar satisfações”.
A discussão evoluiu e, quando tentavam sair, ela pegou uma arma registrada no nome do marido e fez os disparos que mataram as vítimas. O marido, por sua vez, também responde judicialmente. Ele foi denunciado por porte ilegal de arma de fogo.
Com a denúncia recebida pela Justiça, o caso havia sido marcado para julgamento pelo júri popular.
O que muda agora
Com a suspensão do júri, a expectativa agora recai sobre os próximos passos da Justiça. A defesa afirma que vai solicitar a apuração das irregularidades registradas entre os jurados. Dependendo da avaliação judicial, poderá haver nova convocação de jurados, impugnação da composição anterior ou mesmo adiamento definitivo, até que se assegure a imparcialidade no julgamento. Até o momento, não há nova data marcada para o julgamento da ré.