Fonte: Só Noticias
Escrito por: Só Noticias
Vice-prefeito em Feliz Natal é preso por posse de arma durante operação de desmates ilegais
Desde fevereiro do ano passado, as diligências foram intensificadas pela delegacia para identificar os responsáveis pelo dano ambiental.
A Delegacia Especializada do Meio Ambiente cumpre 22 mandados em Sorriso, Cláudia, Feliz Natal e Nova Ubiratã e menciona que há indícios apontando que agentes político
O vice-prefeito de Feliz Natal (110 quilômetros de Sinop) Antônio Alves da Costa (PDT), foi preso em flagrante por posse irregular de arma de fogo, esta manhã, durante a operação “Ronuro” deflagrada pela Polícia Civil, para investigar envolvidos (incluindo empresas) na extração ilegal de madeira. Ao cumprirem mandado de buscas e apreensões, foram localizadas arma de fogo e munições em uma madeireira, que teria o vice-prefeito como sócio. A Polícia Civil informou, ao Só Notícias, que será arbitrada fiança (valor ainda não informado). O vice continua detido. A polícia confirma que, dentre os investigados também está a madeireira do prefeito José Antônio Dubiella (MDB).
A Delegacia Especializada do Meio Ambiente cumpre 22 mandados em Sorriso, Cláudia, Feliz Natal e Nova Ubiratã e menciona que há indícios apontando que agentes políticos, madeireiros e transportadoras (pessoas físicas e jurídicas) que vinham se beneficiando com a extração, desmatamento e comércio das madeiras retiradas ilegalmente da estação do rio Ronuro, em Nova Ubiratã, cuja localidade é proibido extrair madeira.
Além dos mandados de buscas, as madeireiras terão as atividades suspensas até o término das investigações, que iniciaram no segundo semestre de 2019, após denúncias de que pessoas envolvidas no comércio de madeira na região estavam praticando ilícitos ambientais e fazendo a extração ilegal.
Desde fevereiro do ano passado, as diligências foram intensificadas pela delegacia para identificar os responsáveis pelo dano ambiental. De acordo com a investigação, a “associação criminosa cometia o desmatamento visando lucro financeiro a qualquer custo, com a destruição da vegetação e sem se preocupar com os danos ambientais, a fauna e tampouco a sociedade local e mato-grossense”, informou a Polícia Civil.