Fonte: Nortão Online
Escrito por: Nortão Online
Aprosoja reage a descaso do governo Lula e promete resposta do agro nas urnas
Aprosoja reage a descaso do governo Lula e promete resposta do agro nas urnas
O presidente da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT), Lucas Beber, criticou o Governo Federal ao afirmar que o agronegócio vem sendo perseguido e desvalorizado durante a gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Segundo ele, a resposta ao que classifica como descaso com o setor virá nas urnas nas eleições deste ano.
Em entrevista à imprensa, na quarta-feira (14), Beber citou como exemplo o Plano Safra 2025, que, conforme afirmou, apresenta juros elevados e acaba desestimulando os produtores rurais.
Outro ponto levantado foi a demarcação de terras indígenas, que, de acordo com o dirigente da Aprosoja-MT, tem gerado insegurança jurídica no campo, assim como a Moratória da Soja.
“Em diversos aspectos, nós vimos que o setor foi deixado de lado pelo atual governo”, afirmou.
As críticas também foram direcionadas ao ministro da Agricultura, Carlos Fávaro (PSD). Apesar de ser de Mato Grosso, segundo Beber, o ministro não teria atuado em defesa dos interesses do Estado.
“Por ele ser do nosso Estado, não colaborou em nada. E quando falamos em Moratória da Soja, isso não afeta apenas os produtores, mas compromete o desenvolvimento social, regional e econômico de Mato Grosso”, ressaltou.
Beber ainda ressaltou que o tratamento dispensado ao agronegócio poderá ser respondido nas urnas, caso Lula dispute a reeleição.
“Eu, como entidade, não posso me manifestar politicamente; tenho que me manifestar tecnicamente, diante de fatos. Quem vai fazer a escolha é o produtor. E, de fato, o produtor, assim como qualquer empresário brasileiro, busca segurança jurídica. O que vimos nos últimos tempos foi justamente o contrário: insegurança”, pontuou.
Por fim, o presidente da Aprosoja-MT criticou a atuação da Advocacia-Geral da União (AGU) em relação à Moratória da Soja.
“Vimos a AGU atuando a favor de um acordo privado e desrespeitando o Congresso Nacional, o que gera uma grande instabilidade entre os Três Poderes”, concluiu.