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Política 15/09/2021 às 13:02

Fonte: Muvuca Popular

Escrito por: Muvuca Popular

Deputados depõem na ALMT e falam sobre politicagem e pressão na PJC

Deputados depõem na ALMT e falam sobre politicagem e pressão na PJC.


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Foto Por: Reprodução

A Comissão de Segurança Pública e Comunitária da Assembleia Legislativa recebeu, na tarde desta terça-feira (14), os delegados Flávio Stringuetta, Lindomar Aparecido Tófoli e Anderson Veiga, para que eles pudessem explicar sobre um possível aparelhamento da Polícia Civil para investigar o prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (MDB).

 

A audiência teve mais de duas horas de duração e foi tomada por lembranças, sentimentos e apontamentos, principalmente contra o governo do estado, em diferentes gestões. Ao final, deputados chegaram a cogitar uma abertura de CPI.

 

O pedido para os depoimentos  partiu da assessoria jurídica do chefe do executivo municipal e foi aprovado pela comissão há duas semanas. A investigação também está em curso na Corregedoria da Polícia Civil, onde ambos já foram ouvidos, assim como os assessores jurídicos do prefeito. Sem citar nomes, os delegados foram chamados um a um para falar sobre as possíveis motivações de seus afastamentos.

 

No início, Stringuetta logo adiantou que está na comissão de forma voluntária e que na época não participou diretamente dos fatos. "Fiquei sabendo pela imprensa. Trabalhei com o delegado Lindomar Tofoli em Tapurah e com Anderson Veiga em Sinop. Confio muito na palavra deles e que é a mais pura verdade. Não há motivo para inventar algo assim e sabiam das consequencias negativas de falar o que falaram. Eles sabiam que corriam risco de falar a verdade para a sociedade. Não queríamos que a politicagem tomasse conta da PJC", disse Stringuetta.

 

Ele lembrou que foi investigador em São Paulo e sabe como funciona com quem fala a verdade. Porém, por não fazer parte de afastamento na época citada, em 2019, Flávio apenas comentou sobre autonomia da PJC e como funciona dentro da repartição.

 

"É tudo muito ralativo na Polícia Civil. Se o delegado quiser continuar no cargo, ele tem que obedecer o governador. Jamais é um pedido. O pedido sempre é uma ordem. O que eu acredito é que o delegado-geral obedeceu a ordem do governador. Não fazia sentido a retirada do Dr Veiga da Delegacia Fazendária. No caso do Dr Lindomar, ele não viu justa causa para investigações, Dr Veiga creditou na autonomia do Dr Lindomar e por isso também foi afastado.  O delegado-geral depende do governo. Tem que atender pedidos do governo para ficar no cargo. E isso não deveria acontecer. Até porque a PJC é polícia de estado e não de governo", disse o depoente.

 

O deputado Faissal Calil disse que isso precisa ser mudado. "Não dá para órgãos como PJC e Ministério Público continuar de forma totalmente dependente do governador. Quem anuncia o procurador geral de Justiça é o governador. Se continuar assim, os órgãos sempre terão pirez na mão", frisou.

 

O segundo a falar foi o ex-delegado adjunto da Delegacia Fazendária (Defaz), Lindomar Tofoli. Ele na época foi afastado do cargo e colocado para uma delegacia comum, como a segunda delegacia do Parque do Lago. Tofoli é de categoria especial e foi afastado por duas vezes. Uma vez por investigar o governador do estado, em 2014, na época Silval Barbosa. E em 2019, já na atual gestão.



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