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Política 01/12/2021 às 10:02

Fonte: Olhar Direto

Escrito por: Olhar Direto

Emanuel apresenta power point rebatendo acusações do MPE e diz que sentimento foi de sequestro de mandato

Emanuel apresenta power point rebatendo acusações do MPE e diz que sentimento foi de sequestro de mandato.


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Foto Por: Rogério Florentino / Olhar Direto

O prefeito Emanuel Pinheiro (MDB) falou pela primeira vez com a imprensa oficialmente nesta quarta-feira (1), depois de ter sido reconduzido ao cargo na última sexta-feira (26). No encontro, apresentou um “power point” rebatendo as acusações do Ministério Público Estadual (MPE), e afirmou que o sentimento foi de “sequestro de mandato”.

 

 “Eu fui afastado sem nunca ter sido ouvido. Afastaram um prefeito reeleito, com ilações do MPE que induziu o Judiciário ao erro. Não fui ouvido nem na criminal, nem na cível”, disse o prefeito, durante a coletiva de imprensa.

 

Emanuel insistiu na tese de que não houve, em nenhum momento, malversação de recurso público. “Estou muito tranquilo em relação a defesa, pois não fiz, não faço e não pedi para ninguém fazer algo errado”, garantiu. O prefeito ainda afirmou que não existe legislação que proíba a contratação de servidores temporários e que MPE fez interpretação equivocada.

 

Em seguida, apresentou uma planilha mostrando reduziu o número de temporários em relação aos antecessores, mesmo tendo aumentado a estrutura da saúde, com a abertura do Hospital Municipal de Cuiabá (HMC). “Querem pegar Emanuel Pinheiro como pato para pagar o que sempre aconteceu em Mato Grosso”, disparou.

 

O caso

 

Na última sexta-feira (26), o desembargador Luiz Ferreira da Silva, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), acatou recurso para revogar o afastamento do prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (MDB). A retratação de Luiz Ferreira foi estabelecida após o ministro Humberto Martins, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), revogar um segundo afastamento de Emanuel.

 

Conforme informado ao Olhar Jurídico, a decisão de retratação substituiu a medida cautelar de afastamento por proibição de contato com outras pessoas processadas, com exceção da primeira-dama, Márcia Pinheiro. Emanuel também foi advertido para não realizar novas contratações temporárias, sob pena de restabelecimento do afastamento do cargo ou até mesmo de prisão preventiva.

 

O afastamento fora determinado em operação que trata sobre contratações temporárias na Secretaria Municipal de Saúde, assim como o pagamento de valores vedados, a título de Prêmio Saúde, a centenas de contratados.

 

Tais fatos foram trazidos ao conhecimento do Ministério Público Estadual pelo então Secretário Municipal de Saúde de Cuiabá, Huark Douglas Correia. Houve a assinatura de Acordo de Não Persecução Cível.



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