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Política 18/05/2022 às 10:13

Fonte: Mídia News

Escrito por: Mídia News

Jayme: Quem tem um mínimo de sanidade quer uma solução

Jayme: Quem tem um mínimo de sanidade quer uma solução


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Foto Por: Mayke Toscano/Secom-MT

 

Processo licitatório para as obras do modal está paralisado por decisão do Tribunal de Contas da União

 

O senador Jayme Campos (União Brasil) cobrou uma solução urgente para o imbróglio envolvendo a mudança de VLT (Veículo Leve sobre Trilhos) para BRT (ônibus de trânsito rápido) no projeto de mobilidade urbana da Grande Cuiabá.

 

Sem citar nomes, ele chegou a alfinetar o prefeito Emanuel Pinheiro (MDB), que ingressou com uma ação no Tribunal de Contas da União e conseguiu barrar a licitação do BRT.

 

“É preciso uma solução. E eu acho que quem tem o mínimo de sanidade tem que defender uma solução. Não pode virar cabo de guerra. Nem um, nem outro [modal]. O trabalhador que paga sofridamente sua tarifa no transporte público merece respeito”, afirmou Jayme.

 

É preciso uma solução. E eu acho que quem tem o mínimo de sanidade tem que defender uma solução

 

Na semana passada, os ministros do TCU mantiveram, por unanimidade, a decisão liminar assinada pelo colega Aroldo Cedraz. Antes disso, Mendes e os senadores de Mato Grosso foram até Brasília para apresentar, pessoalmente, o recurso contra a liminar.

 

“O governador não tem outro recurso a não ser recorrer à Justiça”, disse Jayme, que esteve na reunião.

O senador ainda relembrou que à época em que foi proposta a instalação de um novo modal para a Grande Cuiabá, foi aprovado o BRT. Após a apresentação de um estudo técnico por parte do Executivo comandado por Silval Barbosa, é que houve a troca pelo VLT.

 

"Dali para frente só B.O., cadeia etc etc. Iniciou tudo errado. Quem paga a conta é o povo trabalhador que precisa de um transporte coletivo de boa qualidade. É esse coitado que está pagando a conta. E alta. Quantos milhões foram desprendidos?", questionou.

 

"Veja os vagões. Sabem para que servem? Ferro-velho ou para casinha de cachorro quente. Isso é um judiação, são R$ 300 milhões investidos em vagões que não servem para nada", completou.

 

BRT sai esse ano?

 

Com a decisão do TCU, há o risco de que as obras não tenham início neste ano. Segundo Jayme, ainda é “difícil” que o BRT saia do papel ainda este ano por causa da morosidade do Judiciário.

 

“Até por que tem que recorrer a Justiça, suspender a decisão do TCU, que eu acho muito difícil. Até porque o TCU tem a capacidade para fazer esses julgamentos, é ele o órgão fiscalizador”, disse.

 

Mas admitiu a complexidade do caso, e deu razão ao governador Mauro Mendes (União Brasil), que classificou a decisão do TCU como “presepada”.

 

“Em tese, acho que Mauro tem razão, na medida em que o financiamento na Caixa Econômica foi quitado. Tanto é verdade, que o MPF fez um despacho dizendo que a federação não tinha interesse em atuar em uma ação. É um assunto complexo”, emendou.

 

Entenda

 

No final de 2020, o Governo do Estado decidiu trocar a implantação do VLT, que deveria estar pronto na Copa de 2014, pelo BRT. O Executivo justificou que a obra é inviável. Em 2021, abriu licitação para a construção do novo modal.

 

O Governo havia homologado o Consórcio Construtor BRT Cuiabá para implantar o BRT. O grupo, formado pelas empresas Nova Engevix Engenharia e Projetos, Heleno & Fonseca Construtécnica e Cittamobi Desenvolvimento em Tecnologia, apresentou um proposta no valor de R$ 468 milhões.

 

Inconformado, Emanuel - defensor do VLT e inimigo político de Mendes - , que solicitou a suspensão das obras por não ter sido "ouvido" na decisão que trocou o modal.



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