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Política 02/07/2020 às 08:56

Fonte: Mídia News

Escrito por: Mídia News

Relatório da Polícia Federal apresentou fotos e vídeos da ação do conselheiro afastado

PF: Teis desceu correndo 16 andares para descartar cheques

Um relatório elaborado pela Polícia Federal aponta que o conselheiro afastado do Tribunal de Contas do Estado (TCE)

Waldir Teis, aos 66 anos, desceu correndo 16 andares de um prédio para tentar jogar cheques no lixo


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Foto Por: Divulgação

Um relatório elaborado pela Polícia Federal aponta que o conselheiro afastado do Tribunal de Contas do Estado (TCE) Waldir Teis, aos 66 anos, desceu correndo 16 andares de um prédio para tentar jogar cheques no lixo enquanto agentes da Polícia Federal cumpriam mandados de busca e apreensão em seu prédio.

Teis foi preso na manhã desta quarta-feira (1) na sede da PF. O pedido foi formulado pelo Ministério Publico Federal (MPF) em decorrência de o conselheiro ter tentado embaraçar a investigação, no âmbito da Operação Ararath.

A ordem para a prisão foi proferida pelo ministro Raul Araújo, relator da Operação Ararath no Superior Tribunal de Justiça (STJ).

Segundo o relatório da PF, Teis foi flagrado tentando destruir cheques assinados em branco e canhotos de cheques. O relatório afirma que ele desceu correndo 16 andares de escada enquanto agentes estavam em seu prédio e teria jogado os cheques em uma lixeira do local.

O prédio é o Centro Empresarial Maruanã, localizado na Avenida Historiador Rubens de Mendonça (do CPA), em Cuiabá. Lá, estava sendo cumprido mandados de busca em uma sala alugada pelo conselheiro afastado onde funciona a Office Consultoria e Governança Tributária.

A tentativa do conselheiro foi filmada e fotografada pelos agentes policiais. No entanto, pelo fato de o inquérito correr em sigilo, as imagens não foram disponibilizadas.

Segundo o relatório, só não houve prisão em flagrante porque, assim como um magistrado, o conselheiro tem imunidade que restringe a possibilidade de prisões quando se tratar de crimes afiançáveis.

Na investigação, a PF e o MPF ainda identificaram que os cheques são de empresas ligadas à organização criminosa da qual o conselheiro é suspeito de integrar.

Segundo o MPF, os canhotos dos cheques somam mais de R$ 450 mil

Prisão do conselheiro

O ministro Raul Araújo, ao expedir o mandato de prisão preventiva, apontou indícios de materialidade e autoria dos crimes investigados.

Ele argumentou a “garantia da ordem pública, para a conveniência da instrução criminal e também pelo perigo gerado pelo investigado contra a elucidação dos fatos”.

O conselheiro compareceu à sede da PF nesta manhã e teve mandado de prisão cumprido pelos agentes federais.

Por se tratar de um conselheiro, Teis será encaminhado a uma sala de estado maior no Centro de Custódia da Capital.



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